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Foi hoje publicado hoje no Jornal Publico o seguinte artigo:

Rapazes entre os seis e os dez anos têm mais excesso de peso que raparigas 

Os rapazes portugueses entre os seis e os dez anos têm maior prevalência de excesso de peso do que as raparigas, em especial nos Açores, zona do país que regista níveis mais elevados de pré-obesidade.

Este é um dos dados dos resultados nacionais do estudo COSI (Childhood Obesity Surveillance Initiative), da Organização Mundial da Saúde, realizado pelos nutricionistas João Breda e Ana Rito, que será apresentado hoje numa conferência alusiva ao Dia Mundial da Alimentação.

A coordenação do Childhood Obesity Surveillance Initiative, o primeiro sistema europeu de vigilância nutricional infantil, está a ser feita por Portugal.

O COSI-Portugal avaliou 3847 crianças do 1ºciclo do ensino básico de 185 escolas, pelo que, explicou à Lusa a nutricionista Ana Rito, constitui uma amostra nacional representativa.

Segundo a nutricionista, a implementação deste sistema de vigilância - "simples, padronizado, harmonizado e sustentável" - é uma medida importante para corrigir as lacunas em obter informação sobre o estado nutricional e os instrumentos de avaliação e monitorização da prevalência de obesidade em crianças, permitindo também identificar grupos em risco.

Por outro lado, disse, pode ainda ser consolidado com outros protocolos para avaliar o impacto de intervenções de prevenção da obesidade no âmbito escolar.

O sistema de vigilância tem como principal objectivo criar uma rede de informação sistemática a cada dois anos, comparável entre os países da Europa, sobre as características do estado nutricional infantil de crianças dos 06 aos 10 anos.

No primeiro ano de avaliação (2008/2009) participaram 13 países dos 22 que integram esta iniciativa.

Em Portugal, este projecto foi articulado com as administrações regionais de saúde do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Algarve e Alentejo e com as direcções regionais de saúde dos Açores e da Madeira.

Os resultados mostraram uma distribuição por género e por média de idades idêntica entre rapazes e raparigas (7,5 anos).

Os rapazes eram, em média, mais altos e mais pesados do que as raparigas: a média da estatura nas raparigas é de 122,4 cm e de 124,3 nos rapazes e o peso de 26,6 kg nas raparigas e de 27,3 kg nos rapazes.

A prevalência de pré-obesidade foi de 18,1 por cento e de obesidade de 13,9 por cento, o que, explicou Ana Rito, soma uma prevalência de 32 por cento de excesso de peso.

O excesso de peso foi maior nos rapazes (32,9 por cento) do que nas raparigas (31,0 por cento).

Embora não tenham sido produzidos dados de amostras regionais representativas, o estudo revela que a região que mostrou maior prevalência de pré-obesidade e obesidade foi a dos Açores (21,7 por cento para os rapazes e 20,7 por cento para as raparigas).

Em oposição, a região que mostrou menor prevalência de pré-obesidade e obesidade foi o Algarve (10,7 por cento nos rapazes e 6,8 por cento nas raparigas).

As crianças foram avaliadas através de parâmetros antropométricos (peso e estatura) por 74 examinadores, que receberam o mesmo treino de uniformização e qualidade de procedimentos. Foram ainda aplicados dois questionários com variáveis relativas à família e ao ambiente escolar.

Fonte:Jornal Publico em 16/10/09

 

publicado por Drª Catarina Cunha às 14:14
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